A cena se repete todos os dias em todo os cantos do mundo. Após uma rápida olhada na vitrine, o consumidor entra na loja disposto a conhecer de perto os produtos expostos. Entra em cena o vendedor, sempre a postos, e faz o primeiro contato. O resultado? Muitas vezes, abordagens ríspidas, frases batidas, além de falta - ou excesso - de interesse, coloca tudo a perder. Mas como chegar no cliente de forma certeira e garantir boas vendas?
Na hora da abordagem ao cliente, vários elementos estão colocados em jogo. É nesta hora que o consumidor decide se fica ou não na loja e mais: se realmente vale a pena perder tempo e dinheiro - no pontode- venda. Se a tradicional saudação ‘Oi! Posso ajudar?’ já é mais que clichê na hora de vender, o negócio se reinventar e dispor de novas armas para atrair os fregueses. Na visão de muitos especialistas em varejo, o ideal é evitar frases já desgastadas e que, consequentemente, não trazem o efeito desejado.
Uma boa dica, segundo o consultor Eloi Zanetti, é encontrar novas formas de abordagem, sem precisar apelar para fórmulas já prontas e a tão ‘batida’ frase que o cliente já espera quando entra no pontode- venda. “Quem quer ajuda procura a polícia ou o bombeiro. Não vai te procurar. Comece fazendo boas perguntas ou comentando sobre alguma coisa”, ensina. Na visão do especialista em vendas, descobrir o que o consumidor deseja é a base de tudo, e o vendedor precisa estar atento a este fator. “As pessoas, quando entram em uma loja, já vêm com a imagem idealizada do produto que procuram. Se você descobrir isso, por meio de boas perguntas, já terá meia venda realizada. E vai fazer o seu papel: ajudar o cliente a tomar a melhor decisão”, comenta.
O analista de varejo Harry J. Friedmanm, em seu famoso livro ‘Não obrigado. Estou só olhando!’, também diz que a melhor maneira de ‘chegar’ em um eventual comprador é iniciar uma conversa que não tenha ligação direta com as vendas. “A abertura é a etapa mais importante de todo o processo e a chave para o bom andamento de todo resto do atendimento. Fazendo este primeiro contato de forma eficaz, você reduz a resistência e desenvolve a capacidade de fazer perguntas de sondagens cada vez mais aprimoradas”, afirma. O norte-americano ainda dá outra sugestão valiosa: iniciar o contato com um cordial ‘O que o traz à nossa loja hoje?”, mostrando postura interessada e amigável.

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